Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Avante P'lo Benfica

Uma visão apaixonada do Sport Lisboa e Benfica e de tudo o que o rodeia, sem descurar dos seus princípios e da sua história.

Os primeiros testes da pré-epoca

por Brenda, em 30.07.15

jogosicc.jpg

 

Nos últimos dias foi realizado um total de quatro jogos na International Champions Cup, torneio que abriu a temporada 2015/2016.

Numa visão geral e rápida aos resultados, não foi um bom começo; feitas as contas, o Benfica registou três desaires: perdeu duas partidas e empatou outras tantas - tendo levado apenas a última de vencida no desempate por grandes penalidades, após um 0-0 no tempo regulamentar.

Pelo meio, muitos kms percorridos em viagens e condições adversas, como a altitude a que se encontra o Estádio Azteca. Pormenores que, no fundo e em tão pouco tempo, podem fazer a diferença.

 

Comece-se, então, pela análise ao primeiro jogo.    

capture-20150730-170446.png

"Em equipa que ganha não se mexe". O Benfica colocou em prática esta máxima do futebol e começou mesmo a primeira parte apostando nos  jogadores que transitaram da época anterior, rotinados e com a natural vantagem face aos restantes. Pela frente tinha um PSG de segunda linha, jovem e sem as suas principais estrelas, mas suficiente para conseguir a reviravolta final no marcador.

Uma excelente jogada individual somada a um erro crasso de Jardel resulta no golo de Augustin para os parisienses. Talisca empata pouco depois, repetindo o feito da época passada ao marcar o primeiro golo do Benfica na temporada.

Numa altura em que o Benfica se mostrava superior, Gaitan, a passe de Pizzi, isola-se, faz o que tão bem sabe e oferece o golo a Jonas que só teve de encostar.

O Benfica chega ao intervalo a vencer por 2-1.

História diferente se escreveu na segunda parte. Rui Vitória aproveita para mexer na equipa, terminando o jogo com outro 11 em campo.

O PSG repõe a igualdade por Lucas e à beira do minuto 80 a equipa treinada por Laurent Blanc fecha o resultado num 3-2.

Na segunda parte foi notória a falta de entrosamento, mas igualmente a certeza de que muitos destes jogadores estão uns furos abaixo do que seria esperado.

Destaque para Carcela e Marçal, os únicos reforços utilizados neste primeiro jogo. O marroquino é, para já e com base no curto tempo, "o reforço". Aquele em que se deposita maiores esperanças. E, a meu ver, para primeiro jogo não desiludiu. Entrou bem, cumpriu ofensivamente e mostrou disponibilidade nas tarefas defensivas.

Positivamente, há também que dar destaque a Talisca, que, não sendo o jogador que melhor pensa e decide o que fazer, esteve bem. A ele juntam-se Gaitan e Jonas.

Jardel, pelo erro que cometeu e por não estar (ainda) na melhor forma, leva o destaque pela negativa.

Em suma, muitas arestas por limar. E a propósito, o último jogo de Lima com a camisola do Benfica…

capture-20150730-170738.png

À semelhança do primeiro jogo, Rui Vitória não mudou a essência da equipa e fez apenas três alterações. Colocou de início André Almeida, Fejsa e Jonathan, deixando no banco Sílvio e Pizzi, que entrariam mais tarde, e Lima que, embora presente na ficha de jogo, não foi opção dada a transferência para o Al Ahli.

Quanto ao jogo, inicio complicado e sem grandes chances, até que Jonathan testa o guarda-redes da Fiorentina, naquele que foi o primeiro bom lance de ataque.

A Fiorentina conseguiu responder, mas sem grande perigo para a baliza de Júlio César. Ao fim da primeira parte 6 remates do Benfica, e 5 da equipa viola, mas sem dar frutos no resultado final. É necessário preencher a lacuna no ataque, e apostar em alguém que dê realmente garantias.

Ilicic foi o jogador que mais perigo trouxe, e o jogo acaba por ficar marcado pelo lance com Luisão, que ditou a expulsão do camisola 4, após levar o segundo amarelo aos 66 minutos.

Ainda na defesa, Eliseu não serviu, não serve, não servirá. Os erros repetem-se e torna-se complicado suportá-lo a titular do Benfica. Momento em que nos lembramos também de Ola John…

A solidez defensiva que traz a dupla Samaris – Fejsa é sempre de sublinhar.

Jonathan sempre trabalhador, mas… falta golo e alguma inteligência. Desta forma, nem há destaque para Nelson Oliveira, que pouco ou nada mostrou até aqui. Outra vez.

O empate acabou por ser justo, e o Benfica perde nas grandes penalidades – Carcela falhou a marcação do 10º penalti.

capture-20150730-170913.png

Ao contrário dos jogos anteriores, Rui Vitória fez jogar um onze completamente renovado e - verdade seja dita - não sendo extraordinário e tendo em conta o resultado final, foi o melhor dos 4 jogos.

Rui Vitória "desprendeu-se" então do 11 base, e apostou em Éderson na baliza, Nelson Semedo na direita e deu uma oportunidade a Taarabt, jogadores que ainda não tinham sido utilizados.

Processos melhor assimilados terão sido a chave para um jogo tão positivo e logo aos 7 minutos surgiu o primeiro golo, por Pizzi, demonstrando que o Benfica entrou com maior iniciativa e mais solto do que já tínhamos visto  anteriormente.

Pelo segundo jogo consecutivo, Luisão compromete. Num erro incrível, perde a bola em zona proibida, de que resulta o golo da equipa norte-americana.

Na segunda parte, o treinador fez sair Taarabt e Ola John para entrada de Djuricic e Gonçalo Guedes, bem como Gaitan, Jonas e Talisca que substituíram Jonathan, Pizzi e Carcela, que fez um excelente jogo.

Taarabt acusa ainda peso a mais, e nota-se que para já não tem ritmo. Apesar disso deve ter mais atenção na recuperação quando perde a bola e não desistir simplesmente. Precisa melhorar vários aspectos e tentar apanhar o comboio a tempo…

Nélson Semedo, apesar do natural nervosismo desta fase, foi uma agradável surpresa. Não tendo acompanhado o seu percurso na equipa B, veio confirmar as expectativas e poderá agora ser uma mais valia no plantel. O tempo será fulcral para assimilar melhor os processos defensivos.

Éderson não teve qualquer culpa nos golos sofridos, mas o seu ponto fraco na partida foi claramente o jogo de pés. Para 2º guarda-redes tem de dar mais garantias.

Por fim Djuricic esteve bem. Com vontade de fazer a diferença no ataque, procurou bola, e chegou mesmo a participar numa excelente jogada com Marçal que acaba por não conseguir fazer o golo.

 

capture-20150730-171119.png

O último dos jogos. Apesar de uma partida pouco intensa, nos primeiros 20 minutos viu-se um Benfica pressionante. Ainda que sem grandes oportunidades, Jonas beneficiou de um penalti depois de Gaitan ter sido derrubado na grande área, mas sem efeito, já que foi defendido pelo guarda-redes do América.  

Os mexicanos chegaram mesmo a criar algumas boas jogadas e a disputar forte cada lance.

Até aqui, pouco mais aconteceu. O Benfica praticava um futebol lento e sem ligação.

Durante toda a segunda parte, entraram outros jogadores, mas nem o jogo se alterou, nem o resultado. Nos 20 minutos finais a equipa mexicana jogou com menos um e a partida acaba por ser decidida nos penaltis.

Destaques para Talisca que foi um jogador a menos. Carcela agrada bastante e alia à sua técnica, o muito querer. Boa contratação.

 

Bem ou mal, é necessário analisar o que foi feito até aqui e tentar que a máquina seja suficientemente afinada até ao primeiro encontro a sério (aquele que terá de ser o primeiro troféu da época), não só pelo valor que se dá de parte a parte a um dérbi, mas igualmente pela confiança que os nossos jogadores e equipa técnica necessitam para um arranque do campeonato na máxima força.

 

Resta-nos ver como serão os próximos jogos e perceber realmente se esta será a época do "sem Jesus, com Gaitan amuado, Lima vendido e Rui Vitória a pensar que ainda está em Guimarães", como diz por aí alguém de maus fígados e coluna torta. 

 

 

3 comentários

Comentar post

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Tags

mais tags

Links

  •